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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Mambembe

O escarro da criança ficou no meio-fio. As nuvens se encheram de luz e formas. A ratazana passou ligeira na calçada. O vendedor de coxinhas de frango de ontem vendia coxinhas de frango de ontem. O vagabundo criava literatura de bordel. A velhota sorria e pensava em analgésicos. O suicida cantou que every little thing is gonna be alright. O gato rezou na peixaria. O professor transpirava feijoada e solidão. A batida ecoou pela quadra inteira. A carcaça da criança ficou no meio-fio. O vendedor de cozinhas de frango de ontem derrubou a maionese de ontem. O vagabundo sugeriu linchamento e sodomia. A velhota acenou e chupou bala de menta. O suicida correu de olhos vidrados. A ratazana voltou ligeira na calçada. As nuvens incharam de ansiedade. O gato rezou na peixaria. O professor fugiu na contramão. A morte mambembe acendeu o cigarro.